top of page
Pontos de conexão

Conectando o Power BI ou o Excel, à uma pasta do Computador ou Servidor, via Power Query

Foto do escritor: Hugo VenturiniHugo Venturini

Atualizado: 29 de nov. de 2024


Revisado: 25/11/2024


Arquivos de Excel, bem como outros tipos de arquivos, como CSV, TXT, PDF, XML, JSON, armazenados em uma pasta do computador ou do servidor, podem servir como fonte de dados para o Power BI, ou para uma nova pasta de trabalho do próprio Excel, quando utilizado o suplemento do Power Query.


A dinâmica analisada neste exemplo é a de fazer com que a pasta de armazenamento dos arquivos (diretório), seja a fonte, e não os arquivos diretamente, fazendo o papel de repositório.


A vantagem desta opção de conexão é a de poder atualizar rapidamente o volume de dados que compõe o modelo apenas inserindo novos arquivos dentro da mesma pasta, simulando uma carga incremental, ou substituindo o arquivo principal.


Há mais de uma forma de se fazer isto. O Power Query possui opções de rotinas automáticas que resumem a atividade do desenvolvedor em alguns poucos cliques, embora estas opções se mostrem ineficientes em projetos de maior complexidade ou que lidam com maior volume de dados. Neste tutorial, será explorada uma opção que utiliza funções da Linguagem M (Power Query Formula Language), para as etapas de extração dos dados.


Nesta revisão de novembro de 2024, além de ilustrar os passos no Power BI Desktop, será mostrado também a rotina no Microsoft Excel.


Em um novo projeto do Power BI Desktop, procure na faixa de opções do menu Página Inicial pelo grupo de comandos Dados” e então pelo comando “Obter dados”:




É possível acessar o menu completo clicando diretamente sobre o ícone do comando, destacado em azul, no passo "4" na imagem anterior, ou clicando no texto do comando, "Obter Dados", também designado como passo "4" e destacado em azul na próxima imagem, abrindo assim o submenu.



Na lista de opções que se abrirá, clique na opção “Mais...” ao final dela, aqui designada como passo "5", para abrir a janela completa de conectores que contém todas as opções disponíveis para este tipo de tarefa.


É muito importante destacar que estas opções estão sempre sendo aperfeiçoadas, e outras novas estão sendo introduzidas periodicamente pela equipe de desenvolvimento da solução.












Por ambos os métodos, se chegará na janela assistente mostrada na próxima imagem, onde se destaca, como passo "6" o conector buscado, que pode ser acionado com um duplo clique sobre o mesmo, ou com um clique para sua seleção e outro no botão "Conectar", localizado no rodapé da janela:





De modo análogo, se estiver trabalhando com o Microsoft Excel para realizar sua tarefa, abra uma Pasta de Trabalho em branco da aplicação, e acesse ao menu "Dados" (passo "1"). Em sua Faixa de Opções, busque pelo Grupo de Comandos "Obter e Transformar Dados" (2), e nele, pelo Comando "Obter Dados" (3).



Apesar da visível similaridade entre as tecnologias, aqui, tanto clicando diretamente no ícone do comando, destacado em azul, no passo "4", na imagem acima, bem como clicando no texto, "Obter Dados", logo abaixo e mostrado na próxima imagem, se abrirá a mesma lista de opções, através da qual se poderá chegar ao conector desejado, como mostrado nos passos "5" e "6":




No Power BI Desktop, acionar o comando "Pasta" abrirá uma nova janela para que se navegue até o diretório desejado, ou para que se cole o endereço (caminho ou path), do mesmo diretamente na barra de navegação:



Clicando em “Procurar”, uma nova janela se abrirá:



Deve-se navegar pela estrutura de pastas em hierarquia, até a pasta desejada. Este método pode ser desconfortável para algumas pessoas, mas poderá ser substituído pelo que será explicado em seguida.


Clique duas vezes na pasta ou selecione-a e clique no botão “OK” no rodapé da janela para estabelecer a conexão.


Esta janela intermediária será fechada.




De volta à janela original, basta clicar no botão “OK” novamente para finalizar o processo:














Como já dito, este procedimento de navegação através da segunda janela auxiliar no Power BI Desktop, pode ser desconfortável e ineficiente para algumas pessoas. Mas ele pode ser substituído por um truque simples e eficaz do sistema Windows:



Abra uma janela do Windows Explorer (Explorador de Arquivos do Windows), e navegue como de costume até a pasta que deseja que sirva de repositório para sua solução. Clique na mesma para abrí-la. Em seguida, clique dentro da Barra de Endereços (passo "1" na imagem acima), na parte superior da tela, para que o caminho mostrado adote o formato correto, que é compreendido pela linguagem computacional. Quando o texto todo estiver selecionado e descatado em azul, como mostra a imagem, basta aplicar o comando combinado "Ctrl + C" para copiar este caminho para a Área de Transferência do Windows (passo "2").



De volta ao Power BI Desktop, clique dentro da barra de endereços da janela assitente, como mostrado no passo "1" da imagem acima, e aplique em seguida o comando combinado "Ctrl + V" para colá-lo (passo "2"), elimando-se assim a necessidade de navegação pela segunda janela intermediária. Desta forma, basta clicar no botão "OK" no rodapé desta janela, para finalizar esta etapa do processo.


No Excel, o procedimento se mostrará um pouco diferente: uma vez que se acionou o comando "Da Pasta", em lugar desta janela intermediária existente no Power BI Desktop, é diretamente aberta uma janela do Explorador de Arquivos do Windows, para que se navegue até a pasta de arquivos que deve servir de repositório para o projeto:




Selecione a pasta desejada, dê dois cliques, ou selecione-a e clique em "Abrir" no rodapé, para chegar ao último nível possível de acesso.


IMPORTANTE: como a conexão está sendo estabelecida com a PASTA, e não com um ARQUIVO diretamente, neste ponto, não se visualizará o conteúdo desta, como mostra a próxima imagem:


Aqui, ao clicar no botão "Abrir", no rodapé da janela, a conexão se estabelecerá por completo.


À partir daqui, em ambos os casos, ou seja, trabalhando com o Power BI Desktop ou com o Excel, se chegará nesta próxima janela, que oferece uma série de opções para este tipo de conexão. As diferenças, como mostrarão as duas próximas imagens, são meramente estéticas:



Janela do Power BI Desktop


Janela do Excel

Como mencionado no início deste tutorial, a abordagem aqui será a de demonstrar o método mais versátil e eficiente de trabalho. Deste modo, se faz necessário comentar sobre os comandos "Combinar" e "Carregar", presentes em ambas as janelas.


O comando "Combinar" automatiza o processo, obedecendo uma série de etapas automáticas que, embora o resolvam, resultam num procedimento ineficiente, da perspectiva de uma solução performática e de fácil manutenção. Isto será melhor detalhado em um artigo específico.


O comando "Carregar", seguirá o mesmo padrão, e é especialmente desaconselhável no Excel, em virtude do risco de se forçar o carregamento de um número de linhas superior ao limite de uma planilha, que é de 1.048.576 linhas, o que resultaria em travamento da aplicação, entre outras consequências.


Assim sendo, prosseguiremos com foco no objetivo de definir uma rotina mais otimizada, performática e de fácil manutenção, explorando os recursos da Linguagem M, acessando o Editor do Power Query, através do comando "Transformar Dados".


O Editor de Consultas do Power Query é praticamente idêntico no Power BI Desktop e no Excel, com algumas leves diferenças estéticas e de localização de alguns comandos. Nada que represente severa dificuldade ao usuário.


A conexão estabelecida aparecerá no painel esquerdo, chamado “Consultas”, e no centro da tela aparecerão as informações referentes ao conteúdo da fonte de dados (consulta), selecionada:



Editor de Consultas do Power Query no Power BI Desktop


Editor de Consultas do Power Query no Excel

Uma vez que a conexão está sendo estabelecida com a PASTA, e não com um arquivo específico, os dados são convertidos em formato binário, e precisam ser convertidos de volta ao seu formato original para utilização.


Cada arquivo contido na pasta será convertido em um binário, portanto, teremos o número de linhas nesta tela, correspondente ao número de arquivos armazenados. Estes binários estarão visíveis na primeira coluna, chamada "Content", que, traduzindo, significa "Conteúdo", e estarão em formato de link. Para êxito e consolidação do método aqui descrito, NÃO se deve clicar em nenhum destes links.


As demais colunas trazem mais informações acerca dos arquivos, como seu nome, sua extensão original, as datas de acesso, modificação e criação, além do caminho completo, na última coluna, e um elemento "Record" (Registro), na penúltima, que por sua vez, conterá mais dados e informações sobre cada arquivo base.



Exemplo do conteúdo do RECORD gerado na consolidação da consulta

Apesar de haver diversas informações que poderiam eventualmente ser utilizadas, neste exemplo apenas a coluna “Content” interessa.


Desta forma, para evitar redundância, multiplicando dados desnecessários, deve-se fazer a limpeza do layout enquanto este está pequeno. Para isto, aplicaremos a técnica de manter somente a coluna desejada, ou seja, deve-se clicar no cabeçalho desta, com o botão direito do mouse ou do touchpad para abrir o menu contextual, e aplicar o comando "Remover Outras Colunas":



Exemplo no Power BI Desktop


Exemplo no Excel


Note que o painel “ETAPAS APLICADAS”, localizado do lado direito da tela, mostra esta primeira etapa de tratamento, em seguida à etapa de conexão, denominada "Fonte", e note também, na barra de fórmulas, visível acima da parte central da tela, a aplicação da função "Table.SelectColumns", da Linguagem M. Esta função foi utilizada pelos comandos aplicados na interface de usuário, nos passos anteriores.



Exemplo no Power BI Desktop





















Exemplo no Excel



Em seguida busque, na parte superior da tela, pelo menuAdicionar Coluna” e então, na faixa de opções, o grupo de comandosGeral”, e por fim, pelo comando “Coluna Personalizada”:



Exemplo do menu no Power BI Desktop


Exemplo do menu no Excel


A seguinte janela se abrirá na tela:


Esta janela é idêntica no Power BI Desktop e no Excel

Nesta janela é possível personalizar o nome da nova coluna substituindo o termo “Personalizar”, gerado automaticamente no campo “Nome da nova coluna”, caso assim deseje-se.


Dentro da área de fórmulas, logo após o sinal de igual, comece a escrever a função “Excel.Workbook”. O recurso do intellisense auxiliará na grafia correta da mesma. Para isto, pode-se aplicar a seguinte técnica: comece digitando os primeiros três ou quatro caracteres do nome da função desejada, para acionar o mecanismo do intellisense. Em seguida, use as setas do teclado para mover a faixa azul claro, que seleciona as funções na janela interna do intellisense, e quando esta estiver sobre a função desejada, aplique o comando TAB ou ENTER para confirmar. Quem prefere utilizar o mouse ou o touchpad também pode simplesmente clicar sobre o nome da função. Isto completará a digitação, obedecendo ao padrão case sensitive, exigido pela Linguagem M.




Observe na sequência da janela, os argumentos da função aplicada:




O primeiro argumento da função refere-se ao objeto em formato binário que precisa ser convertido. Observe no canto inferior direito da subjanela do intellisense, o número de argumentos possíveis para a função. Clique nas setas, para verificá-los.





Esta é uma das inúmeras funções das Linguagem M, que, como já dito, é case sensitive e, portanto, exige que as iniciais dos termos sejam em maiúsculas. É imprescindível atentar-se ao intellisense para escrever corretamente o nome da função.


Uma vez escrita, abra parênteses e então insira dentro dele a única coluna disponível até aqui, chamada “Content”, suprindo assim, o primeiro argumento. É possível fazê-lo clicando duas vezes sobre a mesma no painel direito ou selecionando-a e então clicando em “Inserir” logo abaixo.



Para quem prefere a digitação como método, é só começar a digitar o nome da coluna, que o intellisense também auxiliará nesta tarefa:




Em qualquer caso, basta fechar os parênteses, e finalizar clicando em “OK”. É importante notar a mensagem “Nenhum erro de sintaxe detectado.”, no rodapé da janela. Havendo algum erro nesta janela, o botão “OK” não estará habilitado.


Uma nova etapa aparecerá no painel direito e a nova coluna no centro da tela.


Exemplo no Power BI Desktop




















Exemplo no Excel


A função “Excel.Workbook” é necessária pois a conexão foi estabelecida com o diretório, e desta forma os arquivos são lidos como arquivos binários inicialmente, exigindo a conversão de volta ao formato tabular. Ela funciona para arquivos de extensão ".xlsx", ".xlsm" e ".xlsb".


Vale ressaltar que a Linguagem M possui outras funções semelhantes que se destinam à mesma ação, mas com relação à arquivos diferentes em termos de natureza, como a função “Csv.Document” que deve ser usada para arquivos dos tipos “.txt” ou “.csv” e a mais recentemente incorporada “Pdf.Tables”, para arquivos PDF. A mecânica do procedimento é a mesma, adequando-se apenas ao argumento inicial da função, à natureza dos arquivos utilizados. Segue uma pequena tabela, com uma breve compilação das funções de dados, com links para a documentação oficial da Microsoft sobre cada uma delas:


Tipo de Arquivo

Extensão

Função da Linguagem M

Excel

xlsx, xlsm, xlsb

CSV

csv, txt

XML

xml

XML

xml

PDF

pdf

JSON

json



Note nas próximas imagens, que os binários foram convertidos em tabelas: em cada linha, onde se lê o termo "Binary", na coluna "Content", lê-se o termo "Table", na coluna personalizada que foi criada. Isto confirma que a conversão foi executada com êxito. Uma nova etapa de limpeza deve ser executada, à exemplo do que foi feito inicialmente, para que permaneça apenas a nova coluna daqui em diante. Para isto, deve se repetir o primeiro passo, clicando desta vez no cabeçalho da nova coluna com o botão direito do mouse ou do touchpad e escolhendo a opção “Remover outras colunas” no menu contextual:



Exemplo na janela do Power BI Desktop
Exemplo na janela do Excel


Em seguida deve-se clicar no botão contendo as duas setas opostas no canto direito do cabeçalho da coluna remanescente:

Exemplo na janela do Power BI Desktop

















Exemplo na janela do Excel

A opção "Use o nome da coluna original como prefixo", localizada no rodapé do menu, é muito útil quando estamos lidando com arquivos do tipo XML, por exemplo, que contém inúmeros blocos de dados por serem expandidos nas etapas seguintes. Esta opção repetirá o nome do respectivo bloco antes do nome da coluna, permitindo uma melhor leitura, e mais fácil identificação de sua origem. Com arquivos do tipo Excel ou CSV, com apenas um bloco de dados, ela na maioria dos casos é desnecessária, e pode ser desmarcada.


Em qualquer das tecnologias com que estamos trabalhando, Power BI Desktop ou Excel, expandir a coluna revelará a estrutura primária das tabelas de dados.





Vamos compreender ao que se refere cada uma destas colunas:


Name - retorna o nome do objeto identificado na estrutura do arquivo de dados.
Data - contém os dados contidos no objeto, encapsulados em um link expansível.
Item - refere-se ao nome ou outra característica do objeto identificado.
Kind - revela o TIPO do objeto identificado na estrutura do arquivo de dados.
Hidden - revela se o objeto está oculto ou não.

Como estamos utilizando arquivos de Excel como fonte de dados, e estes são complexos, podendo conter diversos tipos diferentes de objetos, como planilhas, Tabelas, Áreas de Impressão, Intervalos Nomeados, entre outros, a coluna "Kind" se revela estratégica, nos permitindo usá-la para filtrar e reduzir o volume de dados que serão expandidos.


É necessária muita atenção em casos como este, pois os dados própriamente ditos, estão disponíveis em ambos os objetos identificados: nas "Sheets", que são as planilhas, e nas "Tables", que são as Tabelas. Observe as respectivas janelas de pré-visualização:



Observação do objeto "Sheet", que corresponde à planilha


Observação do objeto "Table", que corresponde à Tabela


O ponto principal é que não devemos expandir todos os objetos, pois isto levará à duplicidade dos dados. Esta característica do Excel, quando usado como fonte de dados, nos força à uma escolha para garantir a integridade dos dados: somente um objeto deve ser expandido: as "Sheets" ou as "Tables".


Quando se olha com atenção, para a janela de pré-visualização, nota-se que no caso do objeto "Table", os cabeçalhos já estão nos lugares corretos, ocupando a primeira linha de cada arquivo. Isto não acontece no objeto "Sheet", que se trata do dado mais cru, digitado direto na planilha, sem nenhum tipo de tratamento.


A forma mais eficiente de se fazer isto é utilizar a coluna "Kind" para filtrar os objetos, definindo quais restarão para a expansão final do volume.




Como mostra a imagem anterior, isto pode ser feito do mesmo modo que filtramos uma tabela no Microsoft Excel: abrindo o filtro no canto direito do cabeçalho da coluna, e mantendo selecionada apenas a opção com que desejamos trabalhar.


Isto reduzirá o número de linhas da tabela encapsulada:




Deste ponto em diante, somente a coluna "Data" (Dados em inglês), nos interessa, portanto, se faz necessária uma nova limpeza de layout para manter a eficiência da rotina de tratamento. Deste modo, clique com o botão direito no mouse ou do touchpad, no cabeçalho da coluna "Data", e escolha a opção "Remover outras colunas" no menu que se abrirá, como já feito anteriormente:




Nesta vertente do procedimento, foi escolhido trabalhar com o objeto "Tabela", que já possui os cabeçalhos corretamente alocados, o que nos deixa com a possibilidade de finalizar rapidamente apenas expandindo o conteúdo da coluna "Data":



Acessando desta forma os dados finais, prontos para as próximas etapas de tratamento:





Porém, há uma segunda vertente do procedimento, onde um motivo qualquer, possa nos levar à escolher o objeto "Sheet" (Planilha), em vez do objeto "Table". Poderíamos precisar extrair algum dados que estivesse fora da Tabela, por exemplo.


Neste cenário, como vimos anteriormente, as linhas de cabeçalho NÃO estaríam corretamente alocadas, o que implicaria na necessidade de etapas complementares de tratamento. Haveria então duas opções interessantes de serem estudadas.


A primeira delas, seria a criação de uma nova coluna personalizada, onde utilizaríamos uma outra função da Linguagem M para executar a promoção dos cabeçalhos automaticamente, mantendo a integridade de nossa base.


Vamos apenas redesenhar temporariamente nosso cenário, para este segundo contexto:



Alterando o filtro na coluna "Kind"

Esta última imagem mostra a alteração do filtro na coluna "Kind", que agora manterá as "Planilhas" (Sheet), em vez das "Tabelas" (Table).


Limpando o layout novamente, clicando com o botão direito do mouse ou do touchpad no cabeçalho da coluna "Data", podemos verificar na janela de pré-visualização, que a linha de cabeçalho se repetirá para cada arquivo, gerando registros duplicados que comprometerão a acurácia das análises futuras.



Seleção da primeira linha da tabela encapsulada


Seleção da segunda linha da tabela encapsulada

Notamos claramente que os dados crus, contidos nas planilhas, estão menos organizados do que os dados contidos nas Tabelas. Há colunas a mais, com valores nulos, além dos cabeçalhos não alocados.


A primeira forma de resolver o problema dos cabeçalhos, é com uma nova coluna personalizada e uma outra função da Liguagem M. Procure novamente o menu Adicionar Coluna, na parte superior da tela e no grupo de comandos "Geral", o comando Coluna Personalizada:


Exemplo na janela do Power BI Desktop


















Exemplo na janela do Excel


Desta vez a função a ser utilizada é a “Table.PromoteHeaders”:






















Como o nome sugere, esta função executa automaticamente em tabelas o comando de promoção da linha de cabeçalho. É importante notar no nome da função que após o ponto são dois os termos e ambos são grafados com a inicial maiúscula.






















Novamente deve-se inserir a única coluna disponível “Data” dentro dos parênteses e finalizar clicando em “OK”.


As próximas duas imagens deixam evidente o efeito do tratamento desta etapa, utilizando o painel de preview antes de excluir a coluna prévia e expandir a nova, tratada:





Desta forma, cada novo arquivo inserido na pasta será tratado na importação, evitando que uma linha em branco seja gerada em meio à tabela de dados resultante, garantindo-se assim a integridade da mesma.


Deve-se então novamente excluir a coluna anterior, deixando apenas a nova coluna no modelo:






















E então expandir a coluna resultante, selecionando apenas os campos necessários:































Assim chegamos novamente, por outro meio, ao volume de dados bruto que necessitamos tratar para a composição da base final:




Uma terceira maneira de chegarmos à este volume de dados final para tratamento, é manipular o segundo argumento da função "Excel.Workbook" utilizada no início, para conversão dos arquivos binários em formato tabular.


Pelas duas vertentes seguidas até aqui, tanto quando optamos pelo objeto Tabela, quanto quando optamos pelo objeto Planilha, utilizamos somente o primeiro argumento desta função, que pede o arquivo binário que precisa ser convertido. O segundo argumento desta, questiona sobre a existência de uma linha de cabeçalhos. Quando omitimos o argumento, automaticamente a função o interpreta como FALSE, ignorando este aspecto. Se retornarmos à etapa de edição da função, e alterarmos esta informação, este comportamento muda:



Visão de alteração pela tela do Power BI Desktop


Visão de alteração da etapa, pela tela do Excel

Em ambas as imagens é possível notar que podemos utilizar o ícone em formato de engrenagem, localizado na extremidade direita da etapa, quando a selecionamos no painel de "Etapas Aplicadas", como destacado, bem como podemos editar a função diretamente pela Barra de Fórmulas, no centro da tela, acima da visão de tabela.


O primeiro passo é localizar a etapa que se deseja editar no Painel de Etapas Aplicadas, e selecioná-la. No ato da seleção, a Barra de Fórmulas mostrará a parte do código correspondente à mesma, e o ícone de engrenagem, que permite reabrir a janela de coluna Personalizada ficará visível à direita.


Edição feita reabrindo a janela de Coluna Personalizada, após clicar no ícone de engrenagem da etapa, no painel de Etapas Aplicadas


Edição feita diretamente na Barra de Fórmulas, após selecionar a etapa no Painel de Etapas Aplicadas

Seja na janela de Coluna Personalizada, seja na Barra de Fórmulas, basta clicar após o colchete de fechamento que identifica a coluna CONTENT, passada como primeiro argumento para a função, acrescentar a vírgula, que é o caractere que identifica a mudança de argumentos, e digitar a expressão "true". Com isto o algoritmo da função acatará a instrução de que deve usar uma linha de cabeçalho, e tal tratamento será automaticamente aplicado à todos os arquivos dentro da pasta que serve como repositório para a solução.


O efeito prático é que como já há um cabeçalho no primeiro arquivo, os demais são automaticamente dispensados, não importando o número de arquivos dentro do repositório.


Esta vertente, mais prática e direta, é ideal para a construção da solução, em casos onde, por algum motivo, optamos pelo objeto "planilha", reduzindo o número de etapas de tratamento até o ponto de termos visível o volume final de dados que farão parte da base. Mas ela também pode ser aplicada, sem prejuízo, quando optamos pelo objeto "Tabela".


A partir deste ponto, as tarefas continuam no sentido de compreender e examinar os dados, para proceder as etapas complementares de tratamento e transformação necessárias, com especial atenção à etapa de tipificação dos dados, que é a mais importante.


Neste exemplo, nenhum dado teve seu tipo reconhecido automaticamente. Particularmente, nunca recomendo a tipificação automática, em virtude de problemas que podem ocorrer devido às diferenças de padrões e idiomas, que podem acarretar em erros. Deste modo, vou apenas demonstrar como fazêlo manualmente, com o devido cuidado e atenção.


Os botões que dão acesso à lista de Tipos possíveis, estão na extremidade esquerda de cada cabeçalho




















Apesar de não ser o foco deste tutorial, ter atenção aos Tipos dos Dados é imprescindível em qualquer trabalho! Negligenciar esta etapa impactará negativamente no resultado, pois dados não tipificados corretamente farão com que cálculos e filtros não funcionem como esperado.


Deve-se adequar o TIPO do dado à sua natureza e finalidade: se temos um campo com datas, então este deve ser tipificado como DATA. Se temos campos numéricos, que se prestarão à cálculos, então estes devem ser tipificados desta forma.


Finalizado o tratamento, deve-se procurar no menu Página Inicial pelo comando “Fechar e Aplicar” para fechar a janela do Power Query Editor e carregar o resultado da consulta para a interface principal, e neste ponto, há uma diferença entre as tecnologias que estamos abordando aqui.


No Power BI Desktop a experiência é mais fluída, uma vez que só há um único destino para os dados, que é o Modelo de Dados. Deste modo, qualquer das opções funcionará corretamente:






















Na interface principal do Power BI, na Modelagem de Dados é possível observar o resultado da consulta:





















Quando utilizamos o Microsoft Excel, é necessário um cuidado extra neste ponto, pois nele tanto é possível o carregamento dos dados para o Modelo de Dados do Power Pivot, que é idêntico ao do Power BI Desktop, quanto é possível também o carregamento dos dados diretamente para uma planilha, em formato de Tabela. Mas, nesta segunda hipótese, é necessário atenção ao limite de linhas da planilha. Num cenário hipopético, onde se esteja trabalhando com um volume alto de dados, o carregamento não deve ser feito diretamente na planilha, sob risco de travar a aplicação e perder todo o trabalho executado.


Portanto, observe:




No Excel, sempre que a opção "Fechar e Carregar Para..." estiver habilitada, deve-se escolhê-la, para que se tenha controle das ações, através do assitente de carregamento dos dados:



Assistente de carregamento dos dados, exclusivo do Excel

Se ainda não há certeza sobre como os dados serão utilizados, a imagem mostra a melhor opção. Esta janela pode ser acessada novamente depois, e então é possível escolher com mais precisão se os dados devem ser carregados para o Power Pivot, ou se devem se tornar uma Tabela ou um Relatório de Tabela Dinâmica, diretamente em uma planilha da Pasta de Trabalho.


Para abrí-lo novamente, basta habilitar o painel de Consultas e Conexões, caso ele não esteja visível do lado direito da tela:





Com ele visível, basta clicar sobre a consulta desejada, com o botão direito do mousei ou do touchpad, para abrir o menu contextual, e acionar novamente o assistente:



Acionando novamente o assistente de carregamento de dados

Configuração de carregamento dos dados alterada

A partir deste ponto, a rotina consolidade via Power Query tratará todos os arquivos contidos dentro da pasta escolhida como repositório, repetindo automaticamente todos os passos de tratamento e transformações, consolidando uma base de dados única.


Tanto é possível acrescentar novos arquivos, simulando uma carga incremental e periódica de dados, quanto é possível substituir o arquivo, simulando uma atualização que requeira dados únicos. Esta versatilidade é o ponto principal do método aqui ilustrado.


Esta rotina pode ser aplicada à inúmeras situações distintas, resolvendo incontáveis problemas do cotidiano de qualquer empresa, proporcionando enorme ganho de produtividade e assegurando confiabilidade em relação às informações extraídas dos dados.




bottom of page